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quinta, 10 de maio de 2018

Ministra Cármen Lúcia diz que leis brasileiras não consideram a realidade das mulheres

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse que as leis no Brasil não consideram a realidade das mulheres. A constatação foi feita nesta quinta-feira (10) durante a abertura do painel “Liderança feminina”, do "Womenwill", evento realizado pelo Google em Brasília. 

Segundo a ministra, os dados do mercado de trabalho demostram que no Brasil a igualdade ainda não aconteceu entre homens e mulheres. “Somos parte de uma sociedade em que predomina ainda o olhar do homem. Leis são feitas majoritariamente pelos homens sem levar em consideração a realidade das mulheres, que é diferente e que se soma à dos homens”, destacou.

Para ela, essa realidade é resultante de um enorme preconceito contra as mulheres, que pode ser constatado no mercado de trabalho. A ministra lembrou que embora estatisticamente as mulheres no Brasil sejam maioria em termos de formação intelectual, isso não se reflete no mercado de trabalho. “É a demonstração de que a igualdade entre homens e mulheres ainda não aconteceu”, afirmou. 

Aprendizado

Destacando que vivemos em um tempo de mudanças rápidas, a ministra Cármen Lúcia frisou a importância do aprendizado contínuo. “Todo conhecimento que adquirimos quando vamos dormir não é suficiente quando acordamos no dia seguinte. O primeiro mandamento parece ser: aprender a aprender. Todos os dias temos que aprender, e o aprendizado hoje não é apenas de uma matéria, aquilo que aprendemos para a nossa profissão, mas de diversas áreas, se abrindo cada vez mais ao mundo”, lembrou.

A presidente do STF destacou ainda a necessidade de aplicar o conhecimento na prática. “Precisamos aprender a fazer. Não adianta só aprender e trancar aquilo como uma ideia na cabeça. A gente aprende para fazer do aprendizado uma nova forma de pensar. O pensamento se transforma na ideia, a ideia pode se transformar num desejo e o desejo se transforma na ação”, apontou.

Para a ministra Cármen Lúcia, quando a pessoa aprende a aprender, e faz uso do que aprendeu, ela reaprende a ser. “A gente se reinventa com o conhecimento que nos é trazido com essa nova forma de fazer”, concluiu.

RP/JR

Fonte: STF - Supremo Tribunal Federal